Grupos de Trabalho

Rio de Janeiro

Grupo Clínica e Micropolítica

Periodicidade: Mensal / Quinzenal quando possível.
Representante: Vilma Rangel

A proposta do grupo baseia-se numa concepção da prática psicanalítica em que a formulação dos conceitos promove a direção de seus efeitos clínicos e políticos . Partindo deste posicionamento estamos trabalhando questões da clínica e da prática teórica em sua dimensão micropolítica, ou seja, como políticas de existência.

Neste sentido, consideramos que, na atualidade, alguns casaletempos revelam-se privilegiados na formulação dos conceitos, tais como os que tocam às noções de corpo, afetos, transferência, entre outros. Estes conceitos funcionam como atratores e exigem uma abordagem que afirme os modos de existir que se diferenciam das formas totalizadoras indicadas pelos conceitos de representação, castração, falta, falo, quando tomados como centrais na teoria e na direção da clínica.

Propomos, portanto, traçar caminhos que tragam para a experiência analítica, uma discussão sobre as possibilidades de trabalhar com as forças pulsionais mobilizadas pela transferência. Nesse sentido procuramos uma vertente de afirmação dessas forças como alternativa aos becos sem saída da culpabilidade edípica ou do gozo sádico e masoquista. Isto implica em traçar novas cartografias subjetivas onde se articulem o cuidado de si com as possibilidades de presença e abertura para o mundo.

Componentes:
Eliana Schueler Reis
Priscila Magalhaes
Suzana Neves
Vilma Rangel

Grupo de Discussão Clínica

Horário: 1ª 5ª feira do mês, 21h
Periodicidade: Mensal
Representante: Roberto Benetti Mallet
Contato: rbmpsi@gmail.com

O Grupo de discussão clínica tem como objetivo manter um espaço propiciador de troca de experiências clínicas baseadas no saber e no fazer psicanalíticos. Esse espaço é marcado pela horizontalidade entre os pares e pelo acolhimento de enfoques teóricos pluralistas, características que consideramos como sendo centrais para a manutenção da vivacidade das discussões, assim como para a emergência de formulações teóricas e clínicas. Neste sentido, acreditamos que a afetação mútua que se dará no encontro dos analistas fortalecerá a investigação psicanalítica no interior da instituição.

Componentes:
Adelina Cataldo
Adrianna Setemy
Ana Beatriz Lima da Cruz
Anna Seixas
Bianca Antunes Cortes
Camila Salgado Lacerda
Cristina Louro
Eduardo Medeiros
Elizabeth Mourão
Gabriela Fonseca
Igor Juliano de Paula
Julio Bandeira de Mello
Leila Ripoll
Luciano Dias
Luiz Paulo L. Martins
Marcelo Vasconcelos
Márcia Balmberg
Maria da Salete Azevedo Cabral Salles
Marielena Legey
Natasha Helsinger
Nelma de Melo Cabral
Pedro Cattapan
Priscila Magalhães
Roberto Benetti Mallet
Rodrigo de Santis
Zelia Vilar

Grupo de Estética e Psicanálise

Periodicidade: Quinzenal. Quartas-feiras, na segunda e na quarta semana de cada mês, das 20h30 às 22h.
Representante: Margarida Cavalcanti

O tema do grupo é a relação entre psicanálise e arte e as formas de subjetivação implicadas no fazer psicanalítico e no fazer do artista.
No momento, estamos conversando em torno do filme “Prelúdio da Fúria”, de Gilvan Barreto, com o auxílio de textos de Georges Didi-Huberman e Marisa Flórido.

Componentes:
Cristina Louro
Marcelo Vasconcelos
Margarida Cavalcanti
Marielena Legey
Paula Gaudenzi
Zelia Villar

Grupo de Foucault e a Psicanálise

Horário: Terceira Segunda-feira do mês, 21h15
Periodicidade: Mensal
Representante: Leila Ripoll
Contato: leilaripoll@gmail.com

O objetivo do grupo é estudar a obra de Foucault, enfocando sua interlocução com a psicanálise. Em 2017/2018, o grupo discutiu os seguintes textos:

Entre Cuidado e Saber de Si – Sobre Foucault e a Psicanálise, de Joel Birman.
“Les techniques de soi”, in: Dits et Écrits IV – 1980-1988. Paris: Gallimard, de Michel Foucault
Lacan e Foucault: Conjunções, Disjunções e Impasses, de Joel Birman e Christian Hoffmann
“Le jeu de Michel Foucault”- 1977 in: Dits et Écrits III, Paris: Gallimard, de Michel Foucault]

Em 2019, foi trabalhado o livro de Joel Birman e Christian Hoffmann, Lacan e Foucault: Conjunções, Disjunções e Impasses, Instituto Langage / Université Paris Diderot, 2017.

Atualmente o grupo está discutindo o Curso de Foucault no Collège de France (1975-1976), Em Defesa da Sociedade, publicado em português pela Ed. Martins Fontes.

Componentes:
Ana Beatriz Lima da Cruz
Andrea Albuquerque
Bianca Antunes Cortes
Camila Salgado Lacerda
Gabriela M. Pinheiro da Fonseca
Joel Birman
Leila Ripoll
Luciano Dias
Luiz Paulo Leitão Martins
Marcelo Moacyr de Vasconcelos
Márcia Balmberg
Maria Cristina Louro
Mariana Pombo
Marielena Legey
Margarida Cavalcanti
Natasha Mello Helsinger
Nelma Cabral
Simone Perelson

Grupo de Interlocuções entre Psicanálise e Política

Periodicidade: Mensal. Primeira quarta-feira do mês, às 21h.
Representante: Anna Seixas

Em 2000, Butler, Laclau e Zizek publicaram um livro Contingency, Hegemony, Universlity – Contemporary Dialogues on the Left onde estabelecem as aproximações e divergências entre suas formulações teóricas para pensar a crise da democracia representativa, todos comprometidos com a ideia de democracia radical formulada por Chantal Mouffe e Ernesto Laclau.

Nesses diálogos, conforme é destacado em diversos artigos do livro organizado por Hoffmann e Birman (2018) há uma referência teórica importante à psicanálise, com a contribuição que esta pode trazer ao campo político
mediante os conceitos de sujeito do desejo e subjetivação. A novidade para o pensamento político seria pensar as relações intersubjetivas e a construção do laço social priorizando a categoria de identificação sobre a de identidade, usada regularmente na filosofia política.

O objetivo do grupo é, inicialmente, percorrer esse novo espaço de pensamento estudando alguns autores da filosofia política que colocam como fundamental essa apropriação dos conceitos psicanalíticos. Além disso, pretende trabalhar os  seus desdobramentos, tanto do ponto de vista da psicanálise como da filosofia política.

Leitura inicial:
Birman, J. Psicanálise e filosofia política na contemporaneidade – sobre as categorias de povo, de populismo e de identidade na atualidade in Hoffmann, C. & Birman, J. Psicanálise e Política: uma nova leitura do populismo, São Paulo: Instituto Langage, 2018.

BIBLIOGRAFIA:
Hoffmann, C. & Birman, J. Psicanálise e Política: uma nova leitura do populismo, São Paulo: Instituto Langage, 2018.
Butler, J., Laclau, E.& Zizek, S. Contingency, Hegemony, Universality – Contemporary Dialogues on the Left. Londres: Verso, 2000.
Butler, J. Vida precária – el poder del duelo y la violência, Buenos Aires: Paidós, 2006
Hoffmann, C. & Birman, J. Psicanálise e Política: uma nova leitura do populismo, São Paulo: Instituto Langage, 2018.
Laclau, E. A Razão Populista, São Paulo:Três Estrelas, 2013.
Mouffe, Chantal. « Le politique et la dynamique des passions », Rue Descartes, vol. 45-46, no. 3, 2004, pp. 179-192. https://www.cairn.info/revue-rue-descartes-2004-3-page-179.htm

Componentes:
Anna Seixas
Camila Salgado
Leila Ripoll
Márcia Balmberg

Grupo Problematizações da formação em psicanálise

Periodicidade: Segunda segunda-feira de cada mês, às 21h15.
Representante: Marielena Legey

O EBEP recusa a formação institucional diante da constatação de que as diferentes práticas de formação nas instituições psicanalíticas conduziram à instauração de relações hierárquicas de poder e de reserva de mercado, que colocam em questão a transmissão da experiência do inconsciente inaugurada pelo saber psicanalítico.

No entanto, isso não nos isenta da responsabilidade de nos posicionarmos em relação à questão da transmissão da psicanálise, ou seja, não apenas dizer o que recusamos, mas afirmar o que pensamos acerca desse processo mediante o qual alguém se institui psicanalista, ainda que saibamos que esta trajetória é singular e com um tempo próprio a cada sujeito. Dizer simplesmente que a formação se apoia no tripé: análise pessoal, estudo teórico e supervisão e que o EBEP não interfere nas escolhas e nas formas como os sujeitos percorrem esse caminho não nos parece suficiente.

Não se trata de buscar responder conclusivamente à questão do que é ou deve ser a formação, já que entendemos que a formação é um processo em aberto e permanente. Porém, isso não nos exime do trabalho de problematiza-la já que dela depende, em grande parte, a sobrevivência da psicanálise centrada na experiência do inconsciente.

Desde sua emergência, a psicanálise e a afirmação do descentramento do sujeito encontram resistências, mas atualmente essa discussão nos parece crucial, não apenas para explicitar o nosso posicionamento em relação àqueles interessados em iniciar este percurso, mas também como uma afirmação política do lugar da psicanálise na cena social.

Certamente aproveitaremos a experiência do grupo de Niterói que debateu essa temática e avançaremos nesse trabalho. Acreditamos que há um consenso em relação à centralidade dessa discussão, no entanto, no momento atual, ela parece-nos não apenas central, mas urgente, diante da fragilização do lugar ocupado pela psicanálise frente a outras práticas psicoterápicas psicologizantes e medicalizantes.

Iniciamos em 12/2016 a leitura e discussão do livro de François Roustang Um destino tão funesto, Ed. Timbre, 1987.

Componentes:
Cristina Louro
Eduardo Medeiros
Elizabeth Mourão
Julio Bandeira de Mello
Leila Ripoll
Marielena Legey
Nelma Cabral
Paula Gaudenzi
Priscila Magalhães
Vilma Rangel