XVIII Jornada — 2019

INSCREVA-SE AGORA! VAGAS LIMITADAS:

Informações: ebep@dh.com.br – 2257-9454
Diretamente na sede do EBEP ou mediante depósito em nome de:

Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
CNPJ: 04141837/0001-01
Banco Bradesco
Agência: 2743
CC: 12495-8

Para confirmação da inscrição é IMPRESCINDÍVEL o envio de comprovante de depósito por e-mail e, para os graduandos, pós-graduandos e profissionais do SUS, a apresentação da carteira de estudante/crachá. Inscrições via depósito bancário serão aceitas até o dia 23/09, após essa data diretamente no EBEP ou no dia 27/09 no local da Jornada.

27 e 28 de SETEMBRO de 2019

Arquiteturas da destruição – Democracia em risco, psicanálise em xeque? — RJ (2019)

LOCAL DE REALIZAÇÃO DA JORNADA:

Instituto Pró-Saber
Largo dos Leões, 80 – Humaitá, Rio de Janeiro – RJ.

INFORMAÇÕES:

EBEP/RIO – Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos do Rio de Janeiro
Av. N. Sra. de Copacabana, 664, portaria 3, sala 504, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ.
Telefone: (21) 2257-9454
E-mail: ebep@dh.com.br
INSCREVA-SE!
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https://www.instagram.com/ebeprj/

DATAS E VALORES: ATENÇÃO! ESTENDIDO O PRAZO COM DESCONTO

Público até Graduandos Pós-graduandos e profissionais do SUS Membros do EBEP Profissionais
até 16/09 R$ 100,00 R$ 130,00 R$ 190,00 R$ 230,00
até 27/09 R$ 160,00 R$ 190,00 R$ 250,00 R$ 270,00

SEXTA-FEIRA, 27 de setembro:

9h00 – CREDENCIAMENTO

9h30 – ABERTURA

Natasha Helsinger – Presidente EBEP-Rio

10h00 – MESA 1 – Políticas da imagem, políticas da verdade

Paula Sibilia – Professora do Depto de Estudos Culturais e Mídia e do Programa de Pós-graduação em Comunicação (UFF). Pesquisadora bolsista PQ 1 do CNPq e “Cientista do Nosso Estado” da FAPERJ.
Luiz Paulo Leitão Martins – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Isabel Fortes– Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Mediador: Mariana Pombo – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

11h30 – CONFERÊNCIA 1 – As armas do psicanalista

Antonio Quinet – Psicanalista, membro da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano, Doutor em Filosofia, Professor do programa de pós-graduação de Psicanálise, Saúde e Sociedade (UVA), dramaturgo e encenador, Diretor da Cia. Inconsciente em Cena.
Mediador: Simone Perelson – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

13h00 – INTERVALO PARA ALMOÇO

14h30 – MESA 2 – Neoliberalismo: Exterminador do futuro?

Bárbara Nascimento – Mestranda em Memória Social/UNIRIO, membro do Coletivo Favela no Feminino.
Priscila Melillo de Magalhães – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Agna Farias e Rodrigo Reis – Psicanalistas, Membros do EBEP-JF
Mediador: Anna Seixas – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

16h00 – CONFERÊNCIA 2 – Retrocesso autoritário no Brasil contemporâneo

Rosa Maria Cardoso da Cunha – Advogada criminalista (ex defensora de presos políticos); Membro da Comissão Nacional de Verdade; Ex Presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro/Professora aposentada do Departamento de Ciência Política da UFF.
Mediador: Leila Ripoll – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

17h30 – COFFEE BREAK

17h45 – MESA 3 – Responsabilidades éticas diante de vidas precarizadas

André Constantine – Ex-Presidente da Associação de Moradores da Babilônia e integrante do Coletivo Favela Não Se Cala
Leila Ripoll – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Rodrigo Ventura – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Mediador: Camila Salgado – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

19h15 – CONFERÊNCIA 3 – Do presidencialismo de assombração e de sua produtividade

Renato Lessa – Professor de Filosofia Política da PUC-Rio, autor de, entre outros livros e ensaios, “O cético e o rabino: breve filosofia sobre a preguiça, a crença e o tempo”, São Paulo: LeYa, 2019.
Mediador: Pedro Cattapan – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

SÁBADO, 28 de setembro:

9h30 – MESA 4 – Totalitarismo e religião

Heder Bello – Psicólogo Clínico (UFF), assessor da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia
Prof. Dr. Babalawô Ivanir dos Santos – Pós-doutorando PPGHC/UFRJ, Coordenador ERARIR/LHER. Interlocutor da Comissão de Combate à Intolerância (CCIR)
Pedro Cattapan – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Mediador: Gabriela Fonseca – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

11h00 – CONFERÊNCIA 4

Celso Amorim – ex-Ministro das Relações Exteriores e ex-Ministro da Defesa
Mediador: Ana Beatriz Lima da Cruz – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

12h30 – INTERVALO PARA ALMOÇO

14h00 – MESA 5 – Estética, psicanálise e arquiteturas de resistência

Franz Manata – Artista Visual e Curador
Grupo de Estética e Psicanálise do EBEP-Rio – Margarida Cavalcanti, Mariana Pombo, Marielena Legey, Nelma Cabral e Zelia Villar
Mediador: Paula Gaudenzi – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

15h30 – CONFERÊNCIA 5 – Em busca de estratégias psicanalíticas de resistência política

Tania Rivera – Psicanalista. Prof. do Depto de Arte e da Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes (UFF). Prêmio Jabuti de Psicologia/Psicanálise (2014) com “O Avesso do Imaginário. Arte Contemporânea e Psicanálise” (Cosac Naify, 2013). Curadora da exposição “Lugares do Delírio” (Museu de Arte do Rio, 2017 e Sesc Pompeia, 2018), entre outras.
Mediador: Nelma Cabral – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

17h00 – COFFEE BREAK

17h15 – MESA 6 – Quem não pode com formiga, não atiça o formigueiro: alianças e políticas das minorias

Daniela Alarcon – Doutoranda em Antropologia Social no Museu Nacional/UFRJ
Luciano Dias – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Natasha Helsinger – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio
Mediador: Márcia Balmberg – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

18h45 – CONFERÊNCIA DE ENCERRAMENTO

Joel Birman – Psicanalista, Membro do EBEP, Professor titular e Pesquisador do PPGTP/UFRJ, Professor associado da École Doctorale de Psychanalyse da Université Paris VII, autor de diversos livros e organizador, junto com Christian Hoffmann, do livro “Psicanálise e Política: uma nova leitura do populismo”, Instituto Langage, 2018.
Mediador: Luciano Dias – Psicanalista, Membro do EBEP-Rio

20h15 – COQUETEL

BREVE DESCRIÇÃO DO TEMA:

Na última década, a governabilidade neoliberal, progressivamente, invadiu todas as esferas da sociedade, produzindo formas de subjetivação individualistas e competitivas, dificultando ao extremo a constituição de laços sociais solidários em torno de políticas distributivas. No entanto, na América Latina, diversos governos vinham desenvolvendo políticas públicas no sentido de retomar a importância da política frente ao pensamento economicista. Além disso, são inegáveis os espaços que foram abertos para colocar em pauta as questões da diferença, em particular as diferenças de gênero, contestando uma heteronormatividade compulsória e afirmando as performatividades de gênero e a questão Trans. Por outro lado, já se percebia que esse movimento vinha sendo acompanhado por um ódio às sexualidades não heteronormativas, ódio racista às populações negra e indígena, ódio aos pobres! Isto é, já estava em curso uma reação que pregava a eliminação do diferente, do outro.

Constatamos atualmente que o pensamento político baseado na ação racional de cidadãos não consegue explicar os fenômenos políticos contemporâneos, em particular os resultados das últimas eleições no Brasil. Segundo Chantal Mouffe (2015) a exclusão dos afetos na política pela busca constante de consensos e eliminação de conflitos resultou no desvirtuamento da política e no deslocamento das oposições representativas de diferentes interpretações das questões políticas para uma disputa na esfera moral, do tipo certo/errado, bem/mal.

Ora, essa centralidade do afeto na cena política – que já se enunciava desde as eleições de 2014 – talvez seja o evento mais desconcertante para os analistas políticos, que não previram a possibilidade de uma radicalização entre amor e ódio, não entendem como a verdade dos fatos passou a ser irrelevante e as crenças, as mais estapafúrdias e contrárias ao conhecimento científico, são veiculadas nas redes sociais com estatuto de verdade. Tudo isso envolto numa ode à segurança, ao militarismo, à moralidade e ao fundamentalismo religioso. Os avanços democráticos e civilizatórios retroagem, cotidianamente, numa velocidade espantosa.

A despeito da tradição da filosofia política não haver estabelecido uma interlocução regular com o campo psicanalítico, mais recentemente, alguns autores de esquerda, tais como Butler, Laclau e Zizek (2000) têm buscado repensar o campo político a partir de conceitos psicanalíticos, basicamente pela categoria de sujeito em psicanálise. Assumindo a aposta de Foucault (2000) de que a guerra é um analisador central para pensar as relações de poder, vislumbramos diversas linhas de trabalho que poderiam ser abordadas nessa Jornada.

Referências bibliográficas:
Butler, J., Laclau E. and Zizek S. Contingency, Hegemony, Universality – Contemporary Dialogues on the Left, London: Verso, 2000.
Foucault, M. Em Defesa da Sociedade, São Paulo: Martins Fontes, 2000.
Mouffe, C. Sobre o político, São Paulo: Martins Fontes, 2015.