I Jornada — 2001

Transgressões — RJ (2001)

Na língua portuguesa, transgredir quer dizer violar, infrigir, deixar de cumprir. É estar fora da lei, fazendo da lei a referência de transgressão, e vice e versa. Transgredir é ainda postergar, deixar para trás, em atraso, desrespeitando o tempo e suas marcas, compromissos. E mais: é atravessar, ir mais além, ultrapassar os limites demarcados, transformar o espaço, a geografia, como o mar que invade a terra e se sobrepõe ao continente.

Um excesso de sentidos, de direções. O excesso também como sentido. Falar sobre as transgressões é assim colocar em questão os limites e seu ultrapassamento. Além do bem, ou do mal.

Mas quais os laços que unem transgressão e instituição? O que pode haver de comum, ou de paradoxal, entre instituir e transgredir?
De todo modo, uma certeza: para criar é preciso transgredir. Ultrapassar limites e insitituir o novo. O Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos marca sua fundação em um debate sobre as transgressões; e a partir desse debate procura colocar em circulação suas idéias e seus propósitos.

Quarta-feira, 16 de MAIO (2001)

19h00 – Recepção dos inscritos

20h00 – Apresentação do Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
Maria Izabel Oliveira Szpacenkopf: Instituição e transgressão.

21h00 – Mesa Redonda: Limites da sexualidade
Aluisio Pereira de Menezes: A normalidade do transgressivo na era do sexo mercadoria.
Carlos Augusto Peixoto Jr.: Descentramento e transgressão: a experiência Bataille.
Eduardo Leal Cunha: Um olhar sobre as modificações corporais.
Mediador: Carlos Alberto Silva

Quinta-feira, 17 de MAIO (2001)

18h00 – Mesa Redonda: Sobre o Feminino
Graciela Quintana de Gómez: Afinal, as mães têm os filhos sozinhas?
Márcia Arán: Transgressões do possível: o feminino como cultura da singularidade.
Silvia Alexim Nunes: O sexual no feminino – excesso e transgressão.
Mediadora: Vilma Couto e Silva

20h30 – Intervalo

21h00 – Conferência
Jurandir Freire Costa: Ato criador e ato transgressor.
Mediador: Fábio Lacombe

Sexta-feira, 18 de MAIO (2001)

09h30 – Mesa Redonda: A clínica como transgressão
Benilton Bezerra Jr: Transgressão, reconstrução, criação: três direções da clínica.
Eliana Schueler Reis: Curar com a alma e com o mundo: fenômenos transferenciais e subjetivação.
Hélia Borges: A arte dos começos.
Mediadora: Isabel Fortes

12h00 – Intervalo
14h00 – Mesa Redonda: Biotecnologias e transgressões da Natureza.
Fernanda Bruno: Pensamento e tecnologia.
Ieda Tucherman: Dos monstros ao cyborg.
Orlando Coser: Psicanálise e biotecnologia: construção de uma prática transdisciplinar.
Mediador: André Martins

16h00 – Intervalo

16h30 – Mesa Redonda: Violências
Vera Malaguti Batista: O medo na cidade.
Maria Regina Prata: Pulsão de morte e transgressão da ordem: violência e atualidade.
Teresa Cristina Carreteiro:Violência, tráfico de drogas e função paterna.
Mediador: Gilberto Rocha

18h30 – Intervalo

21h00 – Conferência:
Cristovam Buarque: O saber como transgressão.
Mediador: Carlos Alberto Plastino

Sábado, 19 de MAIO (2001)

08h30 – Mesa Redonda: Compulsões e drogas
Octavio Souza: O uso das drogas e o uso dos objetos.
Carlos Alberto Plastino: Narcisismo e drogadição na sociedade contemporânea.
Marisa Schargel Maia: Um tapete vermelho para a angústia: considerações sobre a clínica psicanalítica na atualidade.
Mediador: Carlos Castellar

10h30 – Intervalo

11h00 – Mesa Redonda: Atualidade das transgressões
Eugéne Henriquez
Henrique Antoum
Paulo Vaz
Mediador: Joel Birman

13h00 – Intervalo

15h00 – Mesa Redonda: Loucos, artistas e profetas
Ferreira Gullar: O poeta e a transgressão.
Nelisa Guimarães: Virtualidade e transdução.
Regina Néri: Clarice e Duras: a dimensão criadora da loucura feminina.
Mediador: Jeremias Ferraz

17h30 – Intervalo

18h00 – Conferência de Encerramento
Joel Birman: Fronteiras, limites, transgressões.
Mediadora: Naira Sampaio

19h30 – Coquetel