Curso - 01/06

O pensamento decolonial e a descolonização do desejo: propostas de reinterpretação da
prática psicanalítica.
Professor: Adrianna Setemy – Doutora em História Social pelo PPGHIS-UFRJ, membro do EBEP-Rio.
Horário: Segundas-feiras, das 19h às 20h30
Periodicidade: Semanal
Dias: 01/06, 08/06, 15/06, 22/06
Ao longo das últimas décadas, os estudos pós-coloniais tem promovido, através de diferentes desdobramentos teóricos e implicações políticas, diversas formas de ser e de estar no mundo. Há décadas que a centralidade do Norte global, expressão monocultural de ser e estar no mundo, tem sido posta em causa, sobretudo no que diz respeito à interpretação das experiências vivenciadas no Sul global, que compreende uma extensa diversidade de espaços-tempo, com uma grande variedade de experiências e de saberes. Contudo, muito do que sabemos sobre o Sul global reflete ainda interpretações cujas raízes estão fundadas na experiência do Norte global. A persistência desta abordagem é particularmente visível na contínua afirmação de uma suposta hierarquia entre sociedades assumidas como mais ou menos desenvolvidas que outras. Esta segregação hierárquica é reproduzida em múltiplos lugares: nas instituições, vocabulário, saberes, imagens, doutrinas, e resulta na afirmação de um pensamento único e sua imposição como universal.

No seu conjunto, os estudos pós-coloniais, ao constituírem-se como um espaço crítico de análise da constituição da relação de poder-saber do moderno pensamento científico, tem chamado a atenção para a persistência de uma leitura hegemônica, monocultural da diversidade do mundo, reveladora da dimensão epistemológica fraturante instituída pelo colonialismo.

O pensamento decolonial tem convocado diferentes saberes a revisar suas bases conceituais a fim de pensar a colonialidade como determinante epistemológico. Vozes dissonantes tem surgido, problematizando uma visão de mundo hegemônica e dando voz e corpo aos saberes, experiências e produções de subjetividades do Sul global.

O curso terá como objetivo geral apresentar e discutir  as possibilidades para uma descolonização do saber psicanalítico e pensar a psicanálise como instrumento de descolonização do desejo. Considerando que a constituição da subjetividade está articulada à construção do laço social, pretende-se elucidar, a partir do pensamento decolonial, os modos pelos quais as transformações ocorridas em um modificam o outro. Nesse sentido, será discutida a relação entre a produção de subjetividades e dos desejos com o racismo, o patriarcado e os saberes indígenas, tradicionais e populares.

INSCRIÇÕES ANTECIPADAS / VAGAS LIMITADAS

Valor do curso: R$ 120,00 por mês
Pagamento no primeiro encontro, na secretaria do EBEP ou via depósito bancário, mediante DOC ou transferência para:

Banco Bradesco
Ag. 2743
c/c 12495-8
Favorecido: Espaço Brasileiro de Estudos Psicanalíticos
CNPJ: 04.141.837/0001-01

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