Mesa Redonda - 27/07

DIA 27/07 – Sábado às 10h

Inscrição: R$20,00

Clínica e Política de Drogas em debate

Nicola Worcman e Paula Napolião

Políticas públicas de saúde mental para pessoas que usam drogas e prática clínica: navegando entre o proibicionismo e redução de danos

NICOLA WORCMAN

Psiquiatra especialista em uso de substâncias psicoativas, mestre em Psicanálise pela Paris 7, pesquisa políticas públicas em saúde mental e redução de danos.

Principais desafios clínicos enfrentados à implementação do modelo de redução de danos pela perspectiva do trabalhador em saúde mental. 

Considerando saúde como um direito fundamental do cidadão e a redução de danos não só uma lógica de tratamento, mas sim uma ética de cuidado, vou procurar formalizar algumas das minhas experiências como psiquiatra de um CAPS ad, que atende uma população extremamente marginalizada pela sociedade. 

Como é possível sustentar essa ética garantindo o pleno exercício das funções fundamentais de uma instituição de saúde pública, no contexto brasileiro, marcado pelo racismo, segregação e atravessado por múltiplas formas de violência? Qual o papel da clínica nesse lugar? De que posição partimos?

A nova política nacional de drogas já nasceu velha

PAULA NAPOLIÃO

Mestre em sociologia e antropologia pela UFRJ e pesquisadora nos eixos drogas e justiça do CESeC.

Mudanças legislativas e o retrocesso prático da "nova" política de drogas. Apostando no punitivismo para lidar com o uso, abuso e o tráfico de drogas, a política nacional sobre drogas implantada por Bolsonaro já nasce velha e aposta em ações ineficazes que esgarçam desigualdades já bastante conhecidas. Minha fala procurará expor um pouco do que essas mudanças significam na prática.