Simpósio – Mulheres, femininos e feminicídios – 1ª parte – 16/03

DIA 16/03 – Sábado às 10h
ENTRADA FRANCA

Simpósio – Mulheres, femininos e feminicídios – 1ª parte

Gênero e violência: formas de poder e disputa de sentidos

Adriana Vianna – Antropóloga, professora do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, UFRJ. Desenvolve e orienta pesquisas nas áreas de gênero, família, violência, processos de Estado e moralidades.

O objetivo desta apresentação é discutir modos através dos quais as relações de gênero estão sempre estreitamente conectadas a experiências, definições e disputas políticas em torno da violência. E, de modo semelhante, em que medida não é possível pensar a produção de políticas voltadas de algum modo às questões em torno da violência sem considerar nelas a dimensão fundante do gênero. Para efeitos desta discussão, considera-se assim, o feminicídio em sua especificidade, mas também enquanto parte de processos sociais mais diversos, cotidianos e capilares que entrelaçam gênero, violência e política.

“Mães nervosas”. Raiva e agressão no terreno amoroso da maternidade

Camila Fernandes – Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social-Museu Nacional/UFRJ. Pesquisadora do NUSEX (PPGAS/MN) e LACED (PPGAS/MN).

A maternidade enquanto representação coletiva se situa num terreno repleto de ambivalências. Se por um lado, temos um farto imaginário sobre devoção, sacrifício e amorosidade maternal, por outro, temos sentimentos de ódio, nervoso e cansaço igualmente presentes. Entretanto, enquanto os sentimentos “positivos” são bem veiculados socialmente, as expressões “negativas” da maternidade são ora censuradas, abafadas ou dignas de escrutínio público. A partir do trabalho de campo realizado com mulheres moradoras de favela, busco pensar sobre a raiva e o nervoso que mulheres pobres vivenciam em relação aos seus filhos.

“Quem ama não mata”

Carla Rodrigues – Professora do Departamento de Filosofia da UFRJ, pesquisadora da Faperj.

O combate a violência contra mulher é uma pauta histórica do feminismo, remonta ao final da década de 1970. Os feminismos e suas diversas correntes estabeleceram diferentes estratégias de enfrentamento da violência, o mais recente deles é o agravante penal do feminicídio. Por que nos matam é a questão que essa apresentação vai perseguir.