Conferência – 28/09

DIA 28/09 – Quinta-feira às 20h30
ENTRADA FRANCA

O sentimento de humilhação
(Le sentiment d’humiliation – dégrader, rabaisser, détruire)

Claudine Haroche

Doutora de Estado em Sociologia (Paris VII) e Diretora de Pesquisa do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS), associada ao Centro de Estudos e Pesquisas Transdisciplinares em Sociologia, Antropologia e História (CETSAH), atualmente Centro Edgar Morin, ao IIAC (Instituto Interdisciplinar de Antropologia do Contemporâneo) e Membro Associada  do Laboratório de Mudanças Sociais (Paris VII).

A Humilhação tem uma longa história, imemorial, escondidida, frequentemente  negada  e silenciosa ao correr dos séculos. Esta  história mostra constantes antropológicas  que se evidenciam sob formas de signos,  gestos, posturas, submissão  de um olhar  ,de humilhação. Com o advento da democracia moderna, embora a forma antiga de pensar  e sentir persistam, se produz  uma profunda transformação. Surgem ao mesmo tempo sentimentos inéditos em relação a si próprio o e ao outro. Promover a igualdade de todos, e assim eliminar a humilhação: instaurar novos valores sociais, políticos e morais a todos os indivíduos: a estima de si e o valor pessoal de cada um em função da sua qualidade  de ser humano. Freud nos fala  a partir da pulsão de morte sobre uma agressividade,  uma vontade de degradação do outro. Esta escapa às leis da democracia, reaparece, perduraI.

É sobre esta parte obscura que irei me deter sobre a análise da humilhação.